Profissão Design de Games

Levanta o dedo quem nunca quis saber quem é o sortudo responsável por criar personagens, cenários, enredo e músicas dos games mais irados do mundo. Esse cara ou mina é o designer de games, responsável por projetar jogos para PC, consoles, celulares e internet.

Com a chegada de novas empresas de jogos, a profissão está cada vez mais em alta no País. Por aqui há muitos cursos técnicos e algumas instituições que formam o profissional. A PUC, por exemplo, oferece o curso superior de Tecnologia em Jogos Digitais e a Universidade Anhembi Morumbi tem a graduação de quatro anos para o curso de Design de Games.

“Na universidade o aluno consegue, principalmente, descobrir qual é seu dom na área. Pode ser criar histórias, desenhar, programar o jogo ou até mesmo saber escolher bem a trilha sonora. Não adianta fazer um desenho maravilhoso se a trilha está ruim. No curso, ele aprende tudo isso”, explica o professor Marcos Cardoso, da Anhembi Morumbi.

Para quem pretende seguir a carreira, as dicas são saber trabalhar em equipe e se comunicar. “Desenhar é só uma das qualidades. O profissional completo tem de saber gerenciar e enxergar o game com noção global do negócio”, explica.

Mas a pergunta que não quer calar é só uma: o profissional de design de games se diverte? “É claro que se diverte, e muito. Afinal, tudo fica bem mais fácil quando a gente faz o que gosta. Por isso, é legal ir jogando desde já, para treinar bastante”, garante o professor Marcos Cardoso.

Participar de concurso é vitrine para se garantir no mercado

Além de ser comunicativo, saber trabalhar em equipe e gostar do que faz, o profissional de games precisa dar um jeito de mostrar seu portfólio. Por isso, é ideal criar um currículo online e participar de concursos e fóruns relacionados do setor.

Foi o que sempre fez Rodrigo Banzato, 29 anos, de Santo André. Ele acaba de conquistar o segundo lugar na categoria Best New Character Customization Pack (algo como customização de um personagem) no torneio mundial promovido pela Epic Games, empresa responsável pela produção de dois dos jogos mais vendidos: Gears of War e Unreal Tournament.

“É legal participar desses campeonatos e modificar os personagens”, afirma Rodrigo, que é formado em desenho industrial, dá aulas de computação gráfica em 3D e trabalha para uma empresa nos Estados Unidos.

O trabalho para a Epic demorou dois meses. Agora Rodrigo vai participar de outra etapa e criar um game completo com cenário, personagens, mapa. Isso pode demorar de cinco meses até dois anos, que é a duração do Epic Games.

O andreense garante que adora o que faz, mas é uma profissão que exige paciência e persistência. Segundo ele, um bom artista na área deve ganhar até R$ 5.000. “A primeira coisa é ter um computador, que não pode ser muito antigo. Depois pode baixar um programa básico como a versão experimental do 3D Studio Max. A ferramenta não importa muito, o que importa é o artista atrás da ferramenta. Também precisa estudar um programa de textura, como o photoshop, e saber inglês.”

Quer saber mais sobre os trabalhos do Rodrigo? Acesse seu portfólio online.

Veja esta entrevista na íntegra na matéria criada por Marcela Munhoz, do Diário do Grande ABC.

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