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Além de ser comunicativo, saber trabalhar em equipe e gostar do que faz, o profissional de games precisa dar um jeito de mostrar seu portifólio. Por isso, é ideal criar um currículo on-line e participar de concursos. Foi o que sempre fez Rodrigo Banzato, 30 anos, de São Paulo. No ano passado, ele conquistou o segundo lugar na categoria Best New Character Customization Pack (algo como customização de um personagem) no torneio mundial promovido pela Epic Games, empresa responsável pela produção de dois dos jogos mais vendidos: Gears of War e Unreal Tournament. “É legal participar desses campeonatos e modificar os personagens”, afirma Rodrigo, que é formado em desenho industrial, dá aulas de computação gráfica em 3D na Tonka3D e trabalha para algumas produtoras e estúdios dos Estados Unidos na produção de personagens para games.
O trabalho para a Epic demorou dois meses. Agora Rodrigo vai participar de outra etapa e criar um game completo com cenário, personagens, mapa. Isso pode demorar de cinco meses até dois anos, que é a duração média de um jogo da Epic Games. O paulista garante que adora o que faz, mas é uma profissão que exige paciência e persistência. Segundo ele, um bom artista na área deve ganhar até R$ 5.000. “A primeira coisa é ter um computador, que deve ter uma configuração mais avançada e não pode ser muito antigo. Depois pode baixar um programa básico como a versão trial do 3D Studio Max. A ferramenta não importa muito, o que importa é o artista atrás da ferramenta. Também precisa estudar um programa de textura, como o photoshop, e saber inglês.”
Saiba mais sobre os trabalhos de Rodrigo em www.rodrigobanzato.com.
Imagens premiadas do concurso:


















