Autodesk apoia projeto de próteses para população de baixa renda

Primeiro a receber aporte da Fundação no Brasil, o projeto da Universidade Federal de Uberlândia usa tecnologia para redesenhar o processo de fabricação de próteses.

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A Autodesk anuncia que selecionou o primeiro projeto no Brasil para receber apoio tecnológico e financeiro da Fundação Autodesk. Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia Biomédica e o Grupo de Realidade Virtual e Aumentada da UFU -Universidade Federal de Uberlândia, o projeto selecionado visa o barateamento do processo de confecção de próteses para membros superiores, a fim de atender a população de baixa renda do país.

Para que isso seja possível, o grupo está lançando mão da combinação de tecnologias como modelagem 3D (por meio do software Autodesk Fusion 360), realidade virtual e impressão 3D.

Mais que baratear o custo do equipamento, o objetivo do projeto é que a adaptação do paciente à prótese, que é uma questão crítica da ortopedia, seja mais fácil. Esta é uma iniciativa multidisciplinar, envolvendo um número de profissionais de diferentes áreas, como engenheiros, ortopedistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e agentes sociais.

Hoje em dia no Brasil há cerca de meio milhão de pessoas que usam próteses. Esse número tem aumentado significativamente ano após ano. Uma pesquisa realizada pela Agência de Investigação de Saúde e Qualidade, em 2009, mostra que os custos hospitalares associados à amputação totalizaram mais de US $ 8,3 bilhões. Uma vez que a maioria das amputações vêm de doenças (como a diabetes) e acidentes, este fato torna-se um problema mundial. No entanto, devido a recursos financeiros, principalmente nos países do Terceiro Mundo, as dificuldades são maiores. A maioria das pessoas não pode pagar um dispositivo protético. E quando se pode, os pacientes levam de 3 a 12 meses para se adaptar.

“Cada pessoa é única, então nunca haverá uma prótese que seja igual para dois indivíduos, não com o mesmo nível de compatibilidade”, afirma Alcimar Barbosa Soares, chefe do departamento de pesquisa da Faculdade Biomédica da UFU.

Atualmente, uma prótese que oferece conforto e mobilidade ao paciente pode chegar a custar 300 mil reais. Com essa nova metodologia proposta pelos pesquisadores o custo pode cair para 5 mil reais.

Por mais de 20 anos, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia têm trabalhado com o uso de Realidade Virtual (e Realidade Aumentada, mais recentemente) em reabilitação humana. No início, todas as simulações eram feitas inteiramente no computador. Em seguida, identificou-se a necessidade de suportar uma manipulação direta do paciente com o modelo virtual. Isso porque estudos mostravam que esse tipo de interação reduziria esforço mental durante o processo de reabilitação. Diferentes casos foram considerados nestes últimos anos. Eles incluem usuários cadeiras de rodas, indivíduos em recuperação após um acidente vascular encefálico, pacientes tetraplégicos e outros.

“Na verdade, o uso de impressoras 3D ajuda a reduzir consideravelmente a quantidade de resíduos industriais. E, com o ambiente virtual, o treinamento em casa será possível, permitindo que o paciente se desloque para uma clínica de reabilitação com menos frequência, reduzindo assim a emissão de combustível e poluição, além do desconforto no transporte em si”, afirma Edgar Lamounier, pesquisador e professor da Universidade.

O primeiro aporte da Fundação será aplicado em equipamentos e materiais que serão utilizados na etapa de testes das próteses, pois trata-se de um processo que envolve tentativa e acerto.

O projeto, que está em fase inicial, deve ser concluído em 4 anos e o objetivo é que com o apoio de agências e instituições governamentais ele possa beneficiar uma boa camada da população de baixa renda.

“A Autodesk tem como missão ajudar pessoas a imaginar, criar e projetar um mundo melhor e por isso apoia iniciativas como essa. Mais que a facilidade no processo de fabricação das próteses, os pesquisadores estão trabalhando para aumentar a inclusão de pessoas com deficiências físicas de baixa renda”, afirma Fabio Gomes, especialista técnico da Autodesk Brasil.

Sobre a Fundação Autodesk

Lançada em março de 2014, a Fundação Autodesk alinha o core business e expertise em design da Autodesk com ações filantrópicas. A missão da Fundação é apoiar pessoas e organizações que usam o design para gerar impacto positivo no mundo. Como primeira organização que traz este conceito de apoio ao design como ferramenta de impacto, a Fundação não busca projetos de forma proativa, mas tem um olhar voltado para sua rede de designers que trabalham em prol de fazer um mundo um lugar melhor.

Sobre a Autodesk

A Autodesk faz software para as pessoas que criam coisas. Se você já dirigiu um carro de alto desempenho, admirou arranha-céus imponentes, usou um smartphone, ou assistiu a um bom filme com efeitos visuais, significa que você já experimentou o que milhões de clientes da Autodesk estão fazendo com o nosso software. A Autodesk lhe dá o poder de fazer qualquer coisa. Para mais informações visite autodesk.com ou siga @autodesk.

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